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Poço Azul – Cemitério de preguiças gigantes

Poço Azul

Durante alguns meses do ano, por apenas algumas horas do dia, o sol que entra na caverna do Poço Azul, município de Nova Redenção, na Chapada Diamantina, incide nas águas de um azul cristalino formando um incrível feixe iluminado. No fundo desse poço, escondido em meio à matéria decantada, esconde-se um segredo valioso. Trata-se de um depósito de fósseis da megafauna que habitou a América do Sul durante o Pleistoceno, entre 2 milhões e 10 mil anos atrás.

Em 1997, o cinegrafista subaquático Túlio Schargel encontrou por acaso um fóssil de proporções inexistentes na época atual. Descobriu que se tratava da costela de uma preguiça gigante. Oito anos depois, Túlio voltou ao local para estudar a vida desses grandes herbívoros. Dessa vez, foi acompanhado por uma respeitável equipe de paleontólogos: Castor Cartelle Guerra, da PUC de Minas Gerais; Mauro Chagas, curador do museu da mesma instituição; François Pujos, pesquisador francês de preguiças gigantes nos Andes; e Gerry de Iuliis, pesquisador canadense desses animais na América do Norte. Eles encontraram um tesouro no fundo do poço: só de preguiças gigantes, havia quatro espécies diferentes.

Fossil da Preguiça Gigante encontrada no Poço Azul

Foram encontrados também fósseis de um mastodonte, animal do porte de um elefante asiático; um pampatério, espécie de tatu que podia chegar a 3 metros de comprimento; e fósseis de um texodonte, outro herbívoro de grande porte, semelhante aos rinocerontes.

A expedição ao Poço Azul contou com mergulhadores especializados em cavernas, que levaram, entre outros equipamentos, câmeras subaquáticas ligadas à superfície, e um aspirador de pó subaquático que evita suspensões na água. Na superfície, um bote de borracha deu o apoio necessário na retirada do material. Tudo foi registrado pela Produtora Grifa Mixer, com o objetivo de fazer um documentário sob direção de Maurício Dias e Túlio Schargel, com patrocínio da Petrobras. A idéia final é fazer da preguiça gigante um símbolo da Chapada Diamantina e criar um museu na entrada do Poço Azul, no qual os esqueletos ficarão montados para visitação pública.

Ficha técnica: Preguiça gigante
Identificação: Eremotherium laurillardi (as preguiças gigantes são um grupo diversificado, do qual fazem parte várias espécies)
Idade: Pleistoceno (entre 2 milhões e 10 mil anos atrás)
Tamanho: 6 m de altura
Características: Caminhava lentamente, apoiando-se sobre os lados dos pés e das mãos. Apresentava o corpo recoberto por pêlos e possuía garras
Alimentação: Gramíneas e folhas. Utilizava a cauda robusta, além dos pés, para formar um tripé e alcançar os ramos e brotos mais altos das árvores
Localização: Viveu no Brasil e nos países vizinhos da América do Sul

Fonte: www.horizontegeografico.com.br

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